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A importância de silenciar – 100 dias

A importância de silenciar – 100 dias

Muitas coisas aconteceram nesse primeiro semestre de 2020. Intensas e avassaladoras. No Brasil e no mundo. E cada um de nós está vivendo isso tudo, individualmente e coletivamente. É realmente um dos momentos mais complexos da nossa história.

Diante disso, na HUMANA nós optamos, num primeiro momento, por silenciar nossos canais nas redes sociais. Entendendo que silenciar não é se omitir.

O silêncio, em momentos de adversidade, ajuda a entender melhor o que está acontecendo ou, pelo menos, a tomar o tempo necessário para se pensar melhor. Sabemos que boa parte desse contexto é transitória e deve passar. Mas em quais condições seguiremos? Para onde? São muitas perguntas e, no fundo, ainda não há muitos elementos de resposta, nem um contexto minimamente estável ou um horizonte que se vislumbre, para que se possa começar a elaborá-los. No Brasil, às incertezas globais somam-se incertezas tragicamente nacionais.

Assim como a maioria, não temos muitas respostas. Porém, seguimos! Primeiramente seguimos atuando nos projetos em que já estávamos, apesar de um confinamento total, desde o dia 16 de março. Seguimos, mas refletindo e questionando cada ação planejada, buscando soluções pra seguir de forma adequada, sem arriscar as pessoas e os processos com os quais estamos envolvidos.

Nessa quarentena, muita gente está refletindo sobre sua atuação no mundo, sobre seus privilégios e suas falhas, se confrontando aos problemas causados pela desigualdade social e percebendo a importância das políticas públicas na sua vida, principalmente o SUS.

Ficou evidente, mais uma vez, que nosso modelo de desenvolvimento precisa ser aprimorado. Não é possível que ele continue deixando pessoas para trás. Nesse sentido, nós da HUMANA nos sentimos ainda mais encorajados para seguir nosso caminho: que o desenvolvimento traga liberdade, justiça social, autonomia e dignidade para todas e todos, sem exceção.

Mais do que nunca, evidenciou-se a importância de um Estado forte e comprometido com a democracia e com o cidadão, mas também, a importância de territórios e comunidades fortes, que possam encontrar soluções específicas, com características próprias, para seus desafios.

A HUMANA, nesses 100 dias de isolamento social, pôde manter suas equipes em São Paulo e no Pará e seguiu atuando, experimentando novos arranjos e caminhos. Também aproveitamos para desenvolver novos estudos e publicações, que serão lançadas nos próximos meses.

O silêncio é importante. Ele nos ajuda a pensar, a reelaborar nossas vidas e práticas. O silêncio é, também, uma marca de respeito, pelas vidas, pela história, pela grandeza do que nos toca como espécie, nesse momento.
Entretanto, depois do tempo de silenciar vem o tempo da troca, de questionar juntos, de duvidar e pensar coletivamente.

Estávamos com saudades! E estamos de volta!

Abraços a todas e todos e fiquem bem.

(voltamos aqui mas, até segunda ordem, seguimos em casa!!!)

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Xilogravura de Ramon Santos – https://www.instagram.com/ramonsantosxilo/

Firmeza, Paz e Alegria em 2020!

Temos comentado aqui na HUMANA que 2019 foi dois anos em um ;-). Um ano de muitas concretizações: escritório novo, parceiros novos, estudos de território, publicações, alianças, novos mecanismos financeiros, muito trabalho de campo e compartilhamento de ideias.
Foi intenso!!! Mas sempre mantivemos nosso propósito: colaborar para que o desenvolvimento seja sustentável e realmente para todxs.

Em um ano que exigiu posicionamentos claros frente às diferentes ameaças àquilo que nos é mais caro, buscamos nos manter firmes e seguir o caminho que nós e outras organizações acreditamos: o de transformar realidades pela sustentabilidade.

Estamos (e temos que estar!!) ali onde moram as contradições de nosso país, de nossa sociedade, de nossa economia. É nessa fronteira que insitimos na ideia da mudança e de que é possível fazer mais e melhor.

Agradecemos a cada um que esteve conosco neste ano, a cada empresa que acreditou no nosso trabalho, a cada parceiro que caminhou junto com a gente.

Desejamos um 2020 de firmeza e paz. E de muita alegria, pois é ela que nos move e que nos fortalece.

Abraços da HUMANA!

Nota sobre a criminalização das ONGs na Amazônia

A Humana é uma empresa que trabalha em estreita colaboração com ONGs, associações e outras entidades desenvolvendo formações, programas, projetos, estudos e pesquisas.

Na Amazônia essas organizações cumprem um papel essencial, qualificando ou complementando as ações do Estado com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas e territórios. Também atuam em colaboração com grandes empresas em seus empreendimentos na região, contribuindo para o aprimoramento de suas atuações territoriais, aliando conservação e um desenvolvimento sustentável, mais justo e inclusivo.

A criminalização das ONGs e outras entidades que atuam na região, assim como os métodos de intimidação visando a constranger aqueles que estão engajados em causas de interesse público é algo inaceitável e que deve ser repudiado com veemência por todos nós.

As ações de polícia devem ser executadas dentro do rito legal, com transparência e os devidos esclarecimentos aos envolvidos e à sociedade. Não é isso que estamos vendo nos recentes acontecimentos em Alter do Chão (PA), que sinaliza um novo ataque ao Estado Democrático de Direito.

Nosso papel ao lado de tantas outras organizações brasileiras comprometidas com a democracia é atuar firmemente, sempre nos posicionando e exigindo justiça e transparência nos atos públicos que impactam no futuro de todos.

[CONTRATAMOS] – EMPRESA PARA SERVIÇO TÉCNICO DE SECRETARIADO EM BARCARENA (PA)

INICIATIVA TERRITÓRIOS, UMA PARCERIA ENTRE ECAM E HUMANA

Desde 2016 a HUMANA e a ECAM vêm atuando na construção de estratégias, modelos e mecanismos de gestão e governança territorial, com foco no desenvolvimento. Fruto desta experiência e da parceria entre um novo modelo empresarial e uma organização do terceiro setor, surgiu a Iniciativa Territórios.

O objetivo da Iniciativa Territórios é construir estratégias para o desenvolvimento territorial que seja inclusivo e centrado nas pessoas; que tenha caráter multidimensional e integrado; que nele seja enfatizado a intersetorialidade e a governança compartilhada. Para isso, apoiar a estruturação de territórios a partir do fortalecimento das capacidades dos atores locais é fundamental.

O modelo propõe que todos os atores de um mesmo território se unam em torno de uma visão de futuro e agenda comuns, construam ou fortaleçam as capacidades necessárias, e implementem ações para o desenvolvimento integrado de curto, médio e longo prazo, gerando autonomia e sustentabilidade.

Nesse contexto, estamos contratando uma empresa com equipe de um profissional de pessoa jurídica especializada na prestação de serviços de secretariado.  O profissional irá atuar em Barcarena (PA) como técnico de secretariado local. Para maiores informações, veja o Termo de Referência.

 

TDR_Técnico em secretariado.docx (1)

[CONTRATAMOS] – EMPRESA PARA SERVIÇO DE ARTICULAÇÃO E MOBILIZAÇÃO EM CAMPO – BARCARENA (PA)

INICIATIVA TERRITÓRIOS, UMA PARCERIA ENTRE ECAM E HUMANA

Desde 2016 a HUMANA e a ECAM vêm atuando na construção de estratégias, modelos e mecanismos de gestão e governança territorial, com foco no desenvolvimento. Fruto desta experiência e da parceria entre um novo modelo empresarial e uma organização do terceiro setor, surgiu a Iniciativa Territórios.

O objetivo da Iniciativa Territórios é construir estratégias para o desenvolvimento territorial que seja inclusivo e centrado nas pessoas; que tenha caráter multidimensional e integrado; que nele seja enfatizado a intersetorialidade e a governança compartilhada. Para isso, apoiar a estruturação de territórios a partir do fortalecimento das capacidades dos atores locais é fundamental.

O modelo propõe que todos os atores de um mesmo território se unam em torno de uma visão de futuro e agenda comuns, construam ou fortaleçam as capacidades necessárias, e implementem ações para o desenvolvimento integrado de curto, médio e longo prazo, gerando autonomia e sustentabilidade.

Nesse contexto, estamos contratando uma empresa com equipe de um profissional para atuar na mobilização e fortalecimento de lideranças sociais, associações e cooperativas de base comunitária, sindicatos e grupos e coletivos locais urbanos e rurais; e de espaços coletivos de participação e decisão, como, fóruns, comitês, redes, no município de Barcarena (PA). Para maiores informações, veja o Termo de Referência. 

TDR_Tecnico de Mobilizacao.docx

[CONTRATAMOS] – EMPRESA PARA SERVIÇO DE APOIO EM GESTÃO DE PROJETO NO PARÁ

INICIATIVA TERRITÓRIOS, UMA PARCERIA ENTRE ECAM E HUMANA

Desde 2016 a HUMANA e a ECAM vêm atuando na construção de estratégias, modelos e mecanismos de gestão e governança territorial, com foco no desenvolvimento. Fruto desta experiência e da parceria entre um novo modelo empresarial e uma organização do terceiro setor, surgiu a Iniciativa Territórios.

O objetivo da Iniciativa Territórios é construir estratégias para o desenvolvimento territorial que seja inclusivo e centrado nas pessoas; que tenha caráter multidimensional e integrado; que nele seja enfatizado a intersetorialidade e a governança compartilhada. Para isso, apoiar a estruturação de territórios a partir do fortalecimento das capacidades dos atores locais é fundamental.

O modelo propõe que todos os atores de um mesmo território se unam em torno de uma visão de futuro e agenda comuns, construam ou fortaleçam as capacidades necessárias, e implementem ações para o desenvolvimento integrado de curto, médio e longo prazo, gerando autonomia e sustentabilidade.

Nesse contexto, estamos contratando uma empresa que disponibilize equipe de um profissional para atuar no apoio à gestão em um projeto de desenvolvimento, no município de Barcarena (PA). Para maiores informações, veja o Termo de Referência

TDR_Apoio em Gestão de Projeto .docx

O olhar para Infâncias, Juventudes e Mulheres

O olhar para Infâncias, Juventudes e Mulheres
A gente entende que o desenvolvimento de um território acontece, também, a partir do desenvolvimento das pessoas que nele vive. Os nossos Estudos de Territórios, a nossa prática sobre a implementação da Agenda 2030, nossos diagnósticos locais e nossos planos e programas têm focado em pessoas nos seus territórios.A área social e da sustentabilidade são multidimensionais e sabemos da complexidade e das dinâmicas únicas que cada um dos territórios tem. Mas é bastante comum a gente se deparar com desafios sociais e estruturantes de três grupos de indivíduos: as crianças, as juventudes e as mulheres. Por isso, sempre que é possível, damos foco de análise nesses três grupos. Eles, ao mesmo tempo que representam a população local mais vulnerável, também são os que têm maior potencial de serem catalisadores de transformação social.

Resumidamente: se todas as crianças forem inseridas, hoje, em um ciclo de prosperidade duradouro, teremos desenvolvimento. As juventudes, se forem vistas, hoje, como estratégicas para o desenvolvimento do país, impactarão positivamente em toda sociedade, podendo encerrar um ciclo de desigualdades e pobreza. As mulheres, se integradas numa dinâmica propícia à igualdade de gênero, poderão colaborar decisivamente com o desenvolvimento do Brasil.

A seguir estão algumas informações sobre crianças, juventudes e mulheres no Brasil que embasam essa nossa escolha:

– Crianças: Os primeiros 6 anos da criança são decisivos para a construção da inteligência, para a socialização e para o desenvolvimento da afetividade. É nessa etapa da vida que acontece a apropriação de valores que formam a base do desenvolvimento e das capacidades da pessoa por toda a vida. Promover e garantir o cuidado e a educação das crianças é a estratégia comprovadamente mais eficaz de promover o desenvolvimento da pessoa ao longo da vida, de um território, da sociedade e do país. “O cuidado, a educação, a proteção, a atenção à saúde, o brincar, o convívio familiar e comunitário são direitos da criança por serem as condições sem as quais ela não sobrevive, não usufrui a vida, não se realiza na existência, não completa seu projeto de vida.” (Rede Nacional da Primeira Infância)

– Juventudes: essa etapa da vida tem impacto sobre a trajetória futura do indivíduo e da sociedade. É um grupo etário bastante plural e heterogêneo, por isso, atualmente, são denominados “juventudes”. Segundo a PNAD Contínua de 2017, dentre a população jovem brasileira, 23% não estava trabalhando formalmente e nem estudando. Claramente, por desafios complexos como pobreza, falta de oportunidades, entre outros. O impacto do desemprego e da baixa escolaridade para as novas gerações ainda pode trazer muitos desafios para o desenvolvimento do país, como a escassez de profissionais qualificados em diversas áreas, a baixa participação política e cidadã, além da perpetuação das desigualdades e pobreza.

– Mulheres: As mulheres são 51,6% da população brasileira e 43,57% da população economicamente ativa do país (PNAD, 2018). Apesar de possuírem maior escolaridade, tem os menores salários. Dos 55,6% da população extremamente pobre no Brasil, é a mulher sem cônjuge com filho(s) até 14 anos que representam cerca de 40% dos chefes de família no país (IBGE, 2017). No meio rural, embora as mulheres sejam responsáveis por produzir mais da metade de todos os alimentos do mundo apenas 30% são donas formais de suas terras, 10% conseguem ter crédito e 5% recebem assistência técnica pra qualificar sua prática, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, 2018). Fica evidente o acúmulo de vulnerabilidades para mulheres, em especial negras e pardas. Não se trata de uma minoria numérica, mas de uma maioria em clara desvantagem.

Há muito a ser feito. Muito mesmo. E destacar realidades territoriais sobre esses três grupos em nossos trabalhos é uma das formas pela qual a HUMANA pode colaborar para que mais pessoas, mais empresas e mais organizações entendam a importância de investir de forma estratégica em ciclos de desenvolvimento inclusivos, justos e duradouros.

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Arte: Tiago Taborda

Dia Global das Ações para a Agenda 2030: 7 dicas da HUMANA para a implementação dos ODS em organizações.

As organizações são consideradas atores-chaves no processo de implantação e alcance dos ODS. Segundo a ONU, não somente para implementar a agenda, mas para o desenvolvimento de política públicas integradas, como agentes de mudança e articuladores. Além disso, podem atuar de forma transformadora junto com as comunidades locais e territórios em que estão inseridas. A seguir serão apresentadas 7 dicas da HUMANA para implantação dos ODS em organizações.  

1 Ela é uma agenda integrada

A Agenda 2030 é uma agenda integrada em que os 17 objetivos devem ser vistos como inter-relacionados e não pensados de forma isolada ou separadamente.

2 Devemos ter o olhar sistêmico sobre a agenda

Dependendo da atuação da organização e do território onde ela está inserida, podemos ter mais influência em um ou outro objetivo, mas a característica desta agenda é ela ser integrada, não se esqueça! Não há sustentabilidade possível se a agenda estiver desintegrada. Nunca devemos deixar de olhar a agenda como um todo e como ela pode influenciar positivamente as pessoas, os territórios e as próprias organizações. 

3  Não devemos deixar deixar ninguém para trás

É a oportunidade de desenvolvermos políticas públicas, privadas e organizacionais com olhar sistêmico da sustentabilidade. A agenda deve ser inclusiva e combater às desigualdades. Os ODS não devem somente beneficiar parte da população. 

4  A cultura deve ser encarada como vetor de sustentabilidade

É  a primeira vez que a agenda internacional de desenvolvimento faz referência à cultura de forma transversal, relacionado-a à temas como educação, cidades sustentáveis, segurança alimentar, combate às desigualdades, mudanças climáticas, desenvolvimento econômico, consumo, bem como à promoção de sociedades pacíficas e inclusivas.

5 Os territórios são os espaços de transformação

A Agenda Brasil ODM (2000-2015) obteve bons resultados no âmbito nacional, mas quando o recorte é feito territorialmente, pouco se avançou. Não adianta grandes centros do país avançarem nas metas globais e a maioria dos municípios não. E é importante olhar o território para além do recorte físico de bairros e municípios. É preciso reconhecê-los como sistemas integrados, em que a articulação de diferentes atores no mesmo território é fundamental para transformação que queremos alcançar. Somente a gestão pública não dará conta da agenda, e para isso é preciso fortalecer parcerias intersetoriais. Aliás, essa questão se tornou um ODS específico: o 17. 

6 A articulação Intersetorial é fundamental

Para que a agenda tenha avanços concretos e efetivos, os diversos atores do território devem estar juntos na construção de caminhos comuns. A criação de espaços de diálogos horizontais e a facilitação de processos são ferramentas importantes para favorecer que pessoas e organizações construam soluções conjuntas. 

7 Mas, é alinhamento ou estratégia?

Buscamos não somente alinhar os ODS à atuação das organizações, mas sim usar a agenda como estratégia sistêmica e complexa da organização, ou seja, para além da comunicação interna e externa. O objetivo é transformar pela sustentabilidade de fato. A agenda 2030 pode ter valor real para as organizações e para os territórios onde atuam e para as pessoas que estão envolvidas direta ou indiretamente com este processo. 

 

Conheça nossos programas: Território ODS – Agenda 2030 para territórios e Valor ODS – Agenda 2030 para organizações.

 

Nota sobre a Amazônia

Políticas públicas ambientais são fundamentais para um país cultural, social e economicamente desenvolvido, respeitoso ao meio ambiente e razoável quanto à boa utilização de seus recursos naturais. Também é um direito previsto na Constituição Federal Brasileira.

O que tem acontecido na Amazônia e o posicionamento irresponsável do governo federal, evidenciado pelas declarações desastrosas do presidente da República, geram problemas multidimensionais, que afetam diretamente o desenvolvimento do país e o bem estar dos povos. A questão ambiental é uma questão social, econômica, ética e, sobretudo, política.

A HUMANA atua na Amazônia com base no diálogo. Nesse lugar onde iniciativas públicas e privadas interagem com legítimas e necessárias expressões da sociedade civil, num caminho propositivo, apoiando a construção de estratégias para o fortalecimento de capacidades locais e geração de autonomia.

Acreditamos que nessa autonomia e construção de capacidades reside o caminho para a construção de novas soluções.

A consolidação de políticas públicas, o enfrentamento imediato à essa situação emergencial e, no longo prazo, o diálogo permanente entre setores (público, privado e sociedade civil organizada) são os elementos necessários para a construção de um modelo de desenvolvimento para o Brasil, compatíveis com sua natureza e com seu povo.

Estamos atentos e atuantes nessa construção de um caminho mais justo e digno para todos.

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Foto: CC – Agência Amazônia Real

Segurança Humana: um conceito multidimensional

Há estudos que sinalizam que para a maioria das pessoas o sentimento de insegurança se focaliza mais às preocupações da vida cotidiana que ao medo de uma guerra no mundo. Isso faz todo o sentido se reconhecermos os diferentes níveis de realidade e fixarmos o olhar na experiência de cada indivíduo. Há nela, uma verdade humana intrínseca.

Nasceu daí o conceito de Segurança Humana, apresentado pela primeira vez em 1994, no informe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  (PNUD) intitulado “Nuevas Dimensiones de la Seguridad Humana”, que cunhou o conceito transdisciplinar e amplia as bases do que conhecemos como Desenvolvimento Humano, Segurança e Direitos Humanos. 

O principal objetivo da Segurança Humana é o de proteger e garantir três liberdades essenciais para os indivíduos e as comunidades: a liberdade de viver sem temor, a liberdade de viver sem carência e a liberdade para viver com dignidade. Ou seja, assegurar que o indivíduo prospere.

Seu  principal paradigma é o desenvolvimento humano e por essa razão é centrado nas pessoas e não nos governos. Ele busca promover a proteção dos direitos humanos e reconhece que a violência é intrínseca à privação dos direitos e necessidades básicas do indivíduos, o que também gera o sentimento de insegurança e medo.  

Com base nisso, foram então estabelecidas 7 dimensões que, juntas, compõem o conceito de Segurança Humana e suas preocupações centrais: econômica, alimentar, da saúde, do meio ambiente, pessoal, comunitária e política. 

O conceito é entendido como “indivisível” já que as seguranças que afetam a uma das dimensões afetarão também ao conjunto delas. Ele propõe a incorporação cotidiana dos direitos humanos, do bom governo, do acesso aos serviços básicos. Essencialmente, de assegurar que cada indivíduo tenha oportunidades e a capacidade de autonomia necessária para o cumprimento de todo seu potencial. 

Um grande desafio, não? Talvez seja por essa razão que pouco se avançou na construção desse conceito e na sua aplicação prática ao longo desses quase de 25 anos.

Os principais documentos teóricos  sobre o tema foram publicados ao longo desses 20 anos pela própria ONU, como: La seguridad humana ahora (2003), La seguridad humana para todos (2006) y Teoria y practica de la seguridad humana (2009). São poucas as referências políticas e diretrizes para a construção e implementação de políticas públicas sobre o tema até hoje. Há dificuldade em decupar o amplo conceito em diretrizes práticas multisetoriais e transdisciplinares como o tema sugere. 

Por essa razão, os principais estudos de casos sobre Segurança Humana se volta à abordagens tradicionais e setoriais, como na área que a princípio parece a que tem maior relação direta: Segurança, que aborda estudos de caso relacionando o conceito à segurança nacional ou à violência, tecendo pouco ou nada com as demais dimensões propostas pela abordagem transdisciplinar. 

A área da Saúde tem investido, desde 2010, na pesquisa conceitual e busca de boas práticas em Segurança Humana, prioritariamente, por meio da Organização Panamericana de Saúde – OPAS. Por se tratar de um tema multidimensional em sua essência, os estudos da Saúde que estão sendo realizados até agora são os contemplam mais satisfatoriamente as demais áreas. Impactos na promoção da saúde dos indivíduos e coletividades estão diretamente relacionadas aos temas ambientais, sociais, econômicos, alimentares, comunitários e políticos. O desafio é clarificar quais implicações tem o conceito para a prática da saúde pública e, assim, gerar elementos para a construção de políticas e projetos em Segurança Humana nos mais diversos contextos.

Já se sabe que uma Boa Prática em Segurança Humana deve contemplar a equação fundamental e ação dual na qual o Estado atua na proteção social ao mesmo tempo que a população toma para si as decisões de sua própria vida por meio do desenvolvimento de capacidades individuais e coletivas. Ou seja, o Estado oferece condições para que as pessoas tenham autonomia por meio de políticas públicas efetivas e estruturantes. Mas como integrar a autonomia e a proteção? Como assegurar que o equilíbrio entre a autonomia e proteção e seja dinâmico e adequado ao contexto local? Qual o papel e a responsabilidades das empresas nesse processo? As questões ainda são muitas.

Você conhece alguma iniciativa que esteja alinhada com este conceito? Conta pra gente. 🙂

[Nova publicação] – Mecanismos Financeiros Comunitários e Desenvolvimento Territorial

O conjunto de estudos Mecanismos Financeiros e Desenvolvimento Territorial: modelos de gestão e programas de transferência de renda para uma nova relação entre empresas e comunidades é uma publicação técnica, que busca contribuir para um debate de alta complexidade que ocupa diversos setores da sociedade brasileira. A publicação foi lançada pela Ecam por meio do Programa Territórios Sustentáveis (PTS) com apoio da Mineração Rio do Norte (MRN), e parceria da agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O trabalho foi produzido a partir de experiências promovidas dentro do PTS, via consultoria da HUMANA.

Ele é composto por 4 volumes, cada um deles com um foco da pesquisa:

  • Guia para a implementação de programas locais de transferência de renda, com foco territorial. O desenho deste guia em como base as análises apresentadas nos estudos anteriores referentes à experiência do Fundo Quilombola, aos programas de transferência de renda estudados e nos possíveis impactos que a transferência de renda podem causar nas comunidades atendidas pelo programa.

Entendemos o desenvolvimento como um direito humano. Todas as pessoas devem ter a oportunidade de desenvolver seu pleno potencial de vida, tendo autonomia e liberdade para viver sem medo, sem carência e com dignidade no local onde escolheu para morar.

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Para acompanhar o Programa Territórios Sustentáveis e saber mais sobre essa e outras iniciativas, acesse www.ecam.org.br

A alma dos produtos da HUMANA

A gente tem uma atuação de trabalho que às vezes é até difícil de explicar pra quem não é da área. E olha que a gente assumiu aqui na HUMANA uma comunicação pra todxs, ou seja, ela tem que ser entendível para quem é especialista, pra quem não é e pra as comunidades com as quais a gente atua. Mas essa dificuldade talvez seja pelo fato da gente trabalhar com processos.

No coração da HUMANA está o trabalho que realizamos com desenvolvimento territorial. Ou seja, pra gente, não é chegar lá numa comunidade, num bairro ou num município e executar uma ideia ou um projeto pontual somente. É construir junto. Então, em cada um dos processos que a gente inicia, tem uma variedade e uma quantidade de ações (e processinhos) que daí, às vezes, pode confundir a cabeça de algumas pessoas pela complexidade e por ser um trabalho multidimensional. Além do mais, são programas que podem levar anos num mesmo território.

Bom, mas a proposta deste texto não é explicar o que a HUMANA faz, mas sim falar o quanto pra gente é importante fazer com a alma. Não se trata da relação que temos com as pessoas em cada uma das localidades que a gente atua, pois assim é fácil falar de alma já que tratamos diretamente de relações humanas, que são cheias narrativas e histórias mesmo. Isso cria naturalmente (pra gente) vínculos e sentido pra seguir em frente.

O que a gente tenta levar na prática, as vezes quebrando a cabeça de como fazer, é colocar alma nos tais produtos ou entregáveis. No entendível: como a gente dá HUMANIDADE àqueles relatórios que entregamos pro cliente que nos contratou?

Um dos caminhos tem sido criar soluções integradas levando em conta a capacidade de análise multidimensional das nossas equipes de especialistas (só tem fera!) e apresentar numa linguagem gostosa de se ver e ler. Temos apresentado sumários executivos em formatos de revistas e de apresentações, por exemplo.

Além disso, a HUMANA entende que a estética é fundamental. Tem que ser bonito e agradável para quem lê. Com um design bem feito, daqueles que dá gosto de ver.

Acreditando nisso tudo e querendo fazer bonito, vamos lançar uma série de conteúdos autorais nossos sobre os conceitos com os quais trabalhamos, reflexões mais aprofundadas sobre os temas e assuntos que é a lida no dia a dia aqui na HUMANA e sobre nossos processos práticos. Fiquem ligadxs que nesse ano tem novidades. 🙂